Ballettikka Internetikka: The Performativity of Technology

VI SOPCOM (Portuguese Association of Communication Sciences) Congress, 2009, pp. 3869-3880
Full text/Artigo completo: http://conferencias.ulusofona.pt/index.php/sopcom_iberico/sopcom_iberico09/paper/view/282/257 (Article also available in Intima Virtual Base)

Abstract
In 2001, the Slovenian artist Igor Stromajer, in a partnership with composer Brane Zorman, presented the performance “Ballettikka Internettikka”. This performance initially intended to “tell/show/dance” the history of ballet through a series of images captured and broadcast live for the internet.
Since then, Stromajer has been presenting (and will continue presenting until 2011) several variations of the piece, integrating it in what he has called “low-tech solutions for intimate guerrilla strategies”.
Currently, “Ballettikka Internettikka” is a political play that defies not only the traditional notions of theatre and performance but also intends to be a social statement. Stromajer and Zorman invade theatre spaces such as the Bolshoi or the La Scala, identify the play with the tchetchenian terrorists’ acts, place a robot as a main character, always with the goal of creating emotions.
If we consider that theatre and performance, since its beginnings, always made use of technology (trapdoors, smoking machines, etc.) in order to communicate emotions to its audience, is the difference with “Ballettikka Internettika” that it made technology its main aesthetic? And, due to the fact that Stromajer’s “low tech” has, from year to year, become more and more “high tech”, can one say that the history of “Ballettikka Internettikka” is also the history of the use of technology in performing arts?

Resumo
Em 2001, o artista esloveno Igor Stromajer apresentou, juntamente com compositor Brane Zorman, a performance “Ballettikka Internettikka”. A performance inicialmente pretendia “contar/mostrar/dançar” a história do ballet através de uma serie de imagens capturadas e transmitidas ao vivo para a Internet.
Desde então, Stromajer tem vindo a apresentar (e continuará a apresentar até 2011) diversas variações da peça, integrando-a no que define como “low-tech solutions for intimate guerrilla strategies”.
“Ballettikka Internettikka” é actualmente uma peça política que desafia não só as noções mais tradicionais do teatro e da performance como pretende ser uma crítica social. Stromajer e Zorman invadem espaços como o Bolshoi ou o La Scala, associam a peça aos actos terroristas chechenos, colocam um robot como personagem principal, sempre com a finalidade de criarem emoções.
Se considerarmos que desde sempre o teatro e a performance se socorreram da tecnologia (alçapões, máquinas de fumo, etc.) para comunicar emoções ao seu público, a diferença de “Ballettikka Internettikka” será o facto de ter feito da tecnologia a sua estética primordial? E, tendo em conta que este low tech de Stromajer de ano para ano tem se tornado cada vez mais high tech, não poderemos dizer a história de “Ballettikka Internettikka” é também a história do uso da tecnologia digital na performance?